Petrobrás e as soluções de TI do mercado

Processamento em cluster
Processamento em cluster

Quando chega o momento de decidir adotar ou atualizar seus parques de tecnologia da informação as organizações recorrem à aquisição de toda solução no mercado.

Nos últimos anos, gestores e administratodres de empresas de pequeno, médio e grande portes, estatais e privadas têm-se deparado com a necessidade de tomar decisões que não estão claras para eles. A atribuiçãode gerir recursos de tecnologia da informação quando a atividade principal de sua organização passa bem distante deste tema gera dúvidas, insegurança e incertezas por uma razão importante para a sobrevivência da organização e ao mesmo tempo sensível para o gestor e sua organização.

Diante da incerteza motivada na maioria das vezes pela falta de conhecimentos necessários para escolher a tecnologia adequada e na medida certa e acertada envolvendo equipamentos e sistemas surge a insegurança. Ela pode acabar atingindo o desempenho da organização, podendo até ser determinante na sua subsistênca colocando em risco sua existência.

As incertezas, contudo, presentes na maioria das empresas privadas e estatais não atingiram a Petrobrás, principal estatal brasileira. Nesta semana que acaba de terminar, foi anunciado que seus técnicos obtiveram sucesso em um trabalho de inovação em tecnologia da informação que durava pelo menos seis meses. Técnicos da área de TI da empresa, juntamente com seus engenheiros de prospecção resolveram antecipar as soluções existentes no mercado nacional e montaram um supercomputador adotando tecnologia que ainda não é encontrada no mercado. Foi desenvolvido e colocado em operação nada menos que um cluster, o Grifo04, que é um conjunto de computadores montados para conseguir processar 1 petaflop ou 1 quatrilhão de informações matemáticas por segundo. O dispositivo possibilitou que a estatal reduzisse uma despesa de R$ 180 milhões estimada com o projeto para R$ 15 milhões. O suppercomputador deverá fazer parte da lista semestral dos mais poderosos computadores do mundo da TOP500 americana.

No Brasil será o mais poderoso dentre outros quatro supercomputadores em operação. Um é o Tupã do INPE com capacidade de 258 teraflops, outro do Núcleo de Computação de Alto Desempenho da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade do Rio de Janeiro com capacidade de pouco mais de 64 teraflops e outros três das Universidades Unicamp, USP e UNESP cuja capacidade máxima de 46 teraflops.

A solução adotada na estatal foi encontrada em razão do alto custo do equipamento ofertado pelo mercado. Além de não ter onde comprar o equipamento no mercado brasileiro o equipamento se adquirido iria consumir energia adicional. Com a adoção do projeto da estatal houve economia de energia elétrica. Entretando, o motivo principal é que as empresas nacionais ainda não usam GPU’s (processamento gráfico) mas apenas CPU’s em suas soluções de supercomputadores. Elas possibilitam processamento gráfico de imagens cismicas necessárias à prospecção do petróleo.

A atitude da estatal deve forçar fornecedores a incluir em seus portfólios de produtos e serviços as soluçõs de processamento por supercomputação gráfica. Além disso ensinou que as soluções em tecnologia da informação consideradas inovadoras podem não ser encontradas no mercado e mesmo assim vale a pena tentar solução caseira. A licão dada foi que a valorização do conhecimento do pessoal interno pode resultar em economia de recursos financeiros e avanço tecnológico sem precedentes.

Lição para os gestores, principalmente aos das empresas estatais e da administração pública em todos os níveis que tendem a entregar projetos importantes nas mãos de empresas que não possuem a capacitação necessária para executarem os projetos delas. Os valores cobrados, no entanto, sempre são superestimados.

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