Mudanças globais

Estamos assistindo diariamente e de maneira instantânea – graças a evolução rápida da tecnologia da informação, e, principalmente na forma como ela é usada nas comunicações – mundo afora, os acontecimentos de toda sorte. Alguns nunca dante imaginados correm pela rede mundial, e para parecer mais antenado, redes sociais.

O que chama atenção são a amplitude e variedade desses acontecimentos. Assistimos às grandes mudanças nos costumes da sociedade em geral como por exemplo a discussão livre e aberta com e com chancela dos tribunais sobre relacionamento de pessoas do mesmo sexo. Assistimos países do velho mundo convivendo com dificuldades em suas economias, antes poderosa e determinante. Assistimos o país mais poderoso quebrar e manter-se do mesmo jeito até hoje com claros sinais de piora. Fato nacional transcorrido quase que sem nossa percepção, a crise econômica, foi marola. Assistimos transformações na política, ideologia e principalmente econômica em razão das políticas voltadas para erradicação da pobreza extrema e fartura de crédito. Diante de tantas mudanças a vista e em andamento uma interrogação surge: estamos, individualmente e em conjunto preparados para seguir adiante?

Um dos nossos problemas social e cultural, o tão discutido relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, pauta sempre presente na disputa eleitoral última passada e que se arrastava em razão da resistência da sociedade, hoje, com a chancela de tribunais está praticamente resolvido. Apesar disso, alguns episódios ainda marcam nosso cotidiano. Eles fixaram em nossa memória e trouxeram a lembrança do quão problemática eram, a dez anos passados, as passeatas de GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) em plena Avenida Paulista na capital paulista. Hoje, já assistimos casamentos e até adoções legais de crianças sendo realizadas. Uma mudança e tanto nos costumes, ainda que com resistência de parte católica e evangélica da sociedade brasileira.

Importantes mudanças estão em andamento na economia mundial. A impressão que se tem é que se trata de uma mudança de eixo. Um deslocamento do ponto de referência em que o eixo principal da roda econômica mundical, está agora, em outra posição. Um deslocamento do ponto de referência em que até recentemente, as principais decisões eram tomadas para uma referência mais periférica. Mudança em que países em desenvolvimento são chamados a resolver a parada do imbróglio econômico, sinal de fragilidade da velha e também da mais poderosa economia que ja existiu no mundo. A mudança começou em 2008 nos EUA com a quebra do Banco Lehman Brothers e agora se alastra pelo velho mundo afora em um momento em que a China tem potencial para participar de ambos os lados. Diga-se: ela pode participar do lado dos países em desenvolvimento tornando-se líder ou coadjuvante na solução da crise ou torná-la pior. O capitalismo terá que provar rapidamente que é um sistema, um modo de produção capaz de renovar-se ou entrará em uma fase terminal. E haverá saída para a crise? Autoridades brasileiras no assunto acredita que se trata de crise comparada a de 1929 e se realmente for o centro econômico do mundo será outro muito em breve.

Enquanto isso, o Brasil que ainda não sentiu os ventos da desarrumação americana, europeia e até chinesa vem provando com o passar do tempo que as teorias neoliberais não possuem instrumentos anti-crise como as que vem ocorrendo. Da idéia neoliberal de estado mínimo parece, nestas crises mais adequada a intervenção estatal por meio de investimentos de envergadura em atividades estratégicas de infraestrutura. Até a liberação de vultosos volumes de recursos financeiros para salvação de grandes bancos privados é cogitada, esquecendo-se que realizar isso o estado tem que ser grande.

Por outro lado o país encontra-se envolvido em constantes e sem precedentes denúncias de corrupção entre políticos e agentes econômicos privados e organizacões sem fins lucrativos. Neste quesito observamos pontuais mudanças comportamentais dos grupos sociais mas não da sociedade organizada. Estudantes, sindicatos e empresários realizam protestos respectivamente por alteraçoes no modelo de ensino, contra a prática de ações de desvio de recursos públicos e transferência de renda para o setor financeiro. Nesta área, brotam movimentos lá e cá.

Então, caro leitor, levando em consideração os efeitos desse terremoto, o mar voltar a calmaria e depois que tudo se acomodar, qual será a nossa posição?

Opinões são bem-vindas!

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