Zona do euro: efeito dominó iniciado

Estamos acompanhando de longe, por enquanto, o desenrolar da crise econômica européia, na chamada zona do euro. Lentamente a crise se espalha como mal que contagia corpo sadio começa a contaminar levemente países de fora da região.

Não resta dúvidas que a crise no velho mundo esteja relacionada com a crise norte americana de 2008. Nação consumidora de grande parte dos bens produzidos em todo mundo entra em descompasso com o estouro de uma bolha imobiliária que culmina na quebra do banco Lehman Brothers. Como a crise na América não foi debelada e, em razão do forte relacionamento do capital financeiro dos grandes bancos além dos desarranjos e descontrole dos gastos e dívidas públicos na Europa criou-se ambiente propício à propagação desta crise hoje evidente. Fato é que, da mesma forma que um cancer em um órgão contamina os demais de um corpo humano a crise inicialmente americana se revela, européia posteriormente. Já há indícios de que ela se tornará mundial em breve.

Com seus governos centrais na Europa impossibilitados de rolar suas pesadas dívidas, algumas superiores ao seu PIB (Produto Interno Bruto) acabam por interromper o fluxo monetário na direção de seus credores, os bancos. Sem recursos para continuar emprestando e financiando novos investimentos no volume e no ritimo anteriores a decisão óbvia é reduzir o crédito. Daí podemos imaginar as consequências: empresas sem crédito,  reduz ou corta investimentos impactando diretamente no emprego e na renda e indiretamente nos tributos que voltariam para o caixa dos governos piorando sua capacidade de pagamento. Um círculo vicioso com virtude aceleradora da crise.

É notório  que já  começamos a receber notícias de empresas do segmento   da aviação comercial cancelando aquisição de novas aeronaves para transportar passageiros e cargas em razão da queda drástica de crédito disponível. Os bancos mencionados ali em cima estão se protegendo e limitando seus créditos por meio de uma seleção de seus clientes. Claro, os clientes excluídos momentaneamente de suas  carteiras estão justamente nos países emergentes que passaram praticamente ilesos da crise em 2008 e que até agora assistem o problema de longe.

O caso da aviação comercial, certamente não é o único. Pode estar ocorrendo nas siderurgias, nas fábricas, nos serviços de apoio e até na capacidade de investimento dos governos emergentes.

Não temos mais dúvidas. Já estamos vivendo uma crise mundial.

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