Gestores leigos em tecnologia, instituições à deriva

Uma das lições que os postulantes a atividade empresarial aprendem é que devem conhecer bem o negócio em que vão atuar. Hoje está comprovado que além de conhecer profundamente sua atividade, deve dominar, também algumas atividades quem mantem alguma correlação com ela. Não é diferente para os gestores de instituições públicas e empresas. Ele deve conhecer as atividades com as quais se relaciona comprando e vendendo bens e serviços; se gestor na iniciativa privada, os seus concorrentes, empresas correlata, as instituições públicas bem como as leis.

Image representing Apple as depicted in CrunchBase
Imagem via CrunchBase

O advento da internet e o meteórico crescimento e diversificação de dispositivos de comunicação conectados e com amplas possibilidades de interligação e combinação ampliou a quantidade de bens, serviços públicos e privados para os consumidores. Por isso o gestor público deve conhecer o que são estes bens e compreender a natureza dos serviços para bem aplicar o recurso financeiro em prol do cidadão; o gestor privado para maximizar o lucro do empresário e reduzindo seus custos. Ambos não podem perder de vista a missão de suas instituições e empresas; ambos devem focar em suas atividades principais e perseguir os objetivos traçados e adquirir os bens e serviços que geram.

Na esteira do dinamismo tecnológico e na enxurrada de bens sendo ofertados os gestores públicos recebido quantidade de informações com as quais não estão preparados para lidar. Acabam tomando decisões que levam a compra de soluções amadoras restringindo a entrada em suas instituições de bens e serviços corporativos e até subestimando o potencial e de bens e serviços de natureza corporativa. O equívoco em decidir pela valorização de bens e serviços de natureza amadora decorre na forma como a informática surgiu no consumo e se popularizou no dia-a-dia das pessoas em suas casas.

E fácil contar como os gestores de hoje deixam suas instituições a deriva em rezão do pouco ou nenhum conhecimento. Isto  pode ser explicado pelo fato de que no princípio o computador era uma máquina de acesso restrito as grandes empresas. Somente as grandes instituições os tinha. Mas com o aparecimento dos microprocessadores surgiram os mini e posteriormente os microcomputadores ou computadores pessoais.

Decisões  em tecnologia nas instituições
Decisões tecnológicas nas instituições

Já em sua segunda geração era possível encontrar microcomputadores com interfaces fáceis de usar; o ambiente gráfico. A Apple foi pioneira na desenho de ambiente em que o usuário executava coisas complexas sem o conhecimento de programação ou coisa relacionada. Foi seguida por diversas empresas e hoje o ambiente do usuário oferece recursos na forma de programas especialistas voltados na sua grande parte para escritórios. Os computadores chegaram às casas permitindo que as pessoas constituíssem SoHo‘s (Small office & Home office). Elas tiveram entao, a chance de aprender a usar o PC e foram além: fazeiam que apenas os técnicos e especialistas em tecnologia da informação faziam. Mas sem a preocupação e os cuidados para evitarem os prejuízos por perda de  informação, projetos inacabados ou mal dimensionados que os negócios exigem. Essas pessoas, ao tomarem suas posições em cargos nas empresas passaram a preferir o que lhes parecia familiar. Adotaram o computador pessoal como computador corporativo.

Analisando o comportamento de um usuário típico home office percebe-se quão distante está o comportamento de um usuário do corporate office. Este último documenta suas rotinas, cria regras de segurança para proteção do seus ativos imateriais; o primeiro nada disso faz.

Mas as decisões nas corporações são tomadas ou influenciadas por usuário home office por razão simples de não terem participado de programa de formação continuada de tecnologia da informação. O resultado para as empresas é a compra de bens da  tecnologia da informação para soluções caseiras quando os bens que contemplassem soluções empresariais deveriam ser adotadas. Eles não costuma analisar a necessidade da instituição. Não admitem sequer analisar o quanto o recurso tecnológico é produtivo para as pessoas internas. Acreditam, enfim, que tudo funciona como uma espécie de plug & play dos eletrodomésticos. Ligar na tomada e usar.

Comportando-se dessa forma o gestor contribue para o aparecimento de usuário ditador, que escolhe o recurso que deseja e o momento de usá-lo. O usuário ditador acredita que não constitui nenhum desvio comportamental acessar na empresa certos arquivos pois o gestor também acredita também que não se trata de uma não-conformidade.

Assim, crendo estar fazendo um bom negócio para a instituição os gestores tomam as piores decisões para os clientes delas.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s