Em Mato Grosso é assim…

Em Mato Grosso é assim!

Recentemente circularam na rede mundial montagens de imagens de pessoas dominando bichos selvagens com título “No Mato Grosso é assim…”.

É interessante a maneira sutil – porém original – encontrada para retratar características e situações deste rico Estado. Um belo, majestoso Estado! No entanto, são poucos os mato-grossenses “de chapa” (é assim que os nativos de Cuiabá se referem aos nativos de um lugar) e também os que são apenas “de coração” (dizem os nativos àqueles não nativos mas que já residem há anos no lugar) conhecem ou tem a oportunidade de apreciar a beleza rara encontrada no Pantanal mato-grossense. Poucos podem jactar-se da sensação de bravura e astúcia transmitida pelo slogan.

Não é preciso muito esforço e não se relata aqui sobre o adentrar naquela área do bioma transpantaneiro e sobre o ver de tudo o que a natureza ali proporciona; nem do sentir todos os odores da diversidade pantaneira; nem da fauna e flora de lá. Da vegetação e dos animais à cultura mantida pelos nativos por centenas de anos. Basta andar poucos quilômetros à pé ou à cavalo; trafegar pela rodovia de motocicleta ou de carro e visitar algumas pousadas, hotéis e restaurantes instalados na região para perceber rapidamente, que em Mato Grosso a natureza reina e chega a ser arrogante diante da ignorância de quem nunca a visitou. O ambiente, de tão rústico chega a ser insolente além de natural. Ele com razão, o homem, agente explorador dele, desprovido dela.

No início da Transpantaneira – a rodovia que de Poconé em Mato Grosso prometia chegar à Corumbá em Mato Grosso do Sul, chega até Porto Jofre, no Rio Cuiabá que divide os dois Estados – o pantaneiro de primeira viagem se depara com muitas imagens que acabam fazendo aflorar dos seus sentidos algo inusitado. Pontes de madeira em quantidade jamais vista; jacarés, capivaras em bando e tuiuius posam para as fotos; as pontes, em um estilo rude, avisam para que o neopantaneiro tenha cuidado. A impressão que se tem é que a qualquer momento uma onça qualquer cruze a estrada vermelha. Ou que caia uma chuva torrencial capaz de interditar uma ponte. Apenas uma ilha aquele, que descuidado, ali chega com meio de transporte inadequado.

Das muitas sensações impressionam os sons ainda não ouvidos que ecoam vindos do interior da vegetação meio cerrado, meio floresta em terreno ora úmido e alagado ora seco e petrificado.

Quem vai pela primeira vez tem a expectativa de experimentar a comida e a bebida e sentir o modo de viver do pantaneiro. Fica com a sensação de estar iniciando uma aventura da qual sairá dominado pelos bichos para logo perceber que, na realidade, fora atraído e, em seguida, dominado por seus anfitriões.

Assim é Mato Grosso!

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