Cenários para 2012

Para muitos 2011 acabou. Na realidade acabou mesmo. Todos estamos na espera do momento de comemorar e saudar o novo ano. Com ele, esperanças renovadas. Saúde, dinheiro e realizações dominam as esperanças para quando o ano novo chegar.

Então é chegada a hora de arriscar alguns cenários possíveis e bem limitados em nível nacional subdivididos em quatro áreas: crescimento e o comportamento da inflação, política e as eleições municipais de 2012, a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil e o sistema de ensino e o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias. Com a análise nacional dá pra saber um pouco do que está por vir nas regiões.

1. Crescimento e inflação

Para um brasileiro que viveu período de inflação galopante não é difícil traçar cenário para o tema deste ponto.

O que mais preocupa é a inflação. Ela teima em não tender para a meta sendo por isso objeto de crítica à política econômica dos governos do Partido dos Trabalhadores.

Este tema, entretanto, traz a lembrança de uma discussão acerca da importância que se dá ao crescimento persistente e generalizado dos preços sacrificando o crescimento econômico. A discussão suscita a pergunta se é melhor para a economia em geral, preços estáveis com crescimento próximo de zero ou negativo ou, preços sob certo controle e crescimento suficiente para gerar emprego para a população economicamente ativa que surge anualmente. Qual pecado em garantir certo crescimento e em troca, aceitar que preços subam um pouco?

O raciocínio acima deixa de ser tabu, sendo considerada a possibilidade por alguns membros da equipe econômica. Desde que a inflação não seja causada por outra, a de custos, mas sob controle, é natural que preferimos crescer do que estagnar.

Para o ano de 2012 é certo que este será dominante dentre as medidas são as que levem a inflação para o centro da meta de 4,5% e que faça com que o crescimento do Produto Interno Bruto rode na faixa do histórico 3,5%.

Variações nestes índices devem também ser permitidos conforme a velocidade que se deseja impor à queda da inflação rumo à meta e crescimento suficiente para não surgir uma inflação de demanda. Ao mesmo tempo, que a taxa de desemprego permaneça nos níveis atuais, de pleno emprego.

2. Política e eleições municipais

As eleições municipais de 2012 serão fator de tormenta mais para a área econômica do que para a política em si. Os gastos públicos e a inflação podem sair do controle em razão de medidas adotadas com objetivo político.

Para o tema deve-se considerar que a oposição tanto nos oito primeiros anos de governo do PT como no nono não consegue produzir fatos ou sustentar ações que mude a decisão do eleitor. Dever da oposição é chiar; e é só o que ela consegue. Além disso, pode-se vislumbrar que a situação tem bala na agulha para os tres anos que restam do atual mandato mais quatro e depois mais quatro com outro presidente. Vislumbra-se 1/4 de século de uma aprovada administração popular, não populista. Contudo, o fator de mudança na política para 2012, a capacidade de reação da oposição deve continuar fraca. Ela não consegue colher um fruto sequer dos casos de denúncia de corrupção que surgem a todo momento.

O assunto merece estudo. Entender as razão que denúncias do porte das que surgem não abalam a credibilidade da situação diante da comunidade internacional e nacional. A impressão é que há o sentimento de que a corrupção não é um problema principal a combater. É peculiar à política brasileira e seus políticos mas que está sendo combatida diariamente, numa espécie de faxina. Além disso, difícil não imaginar que a qualquer momento, uma reação à altura às acusações de corrupção sem fundamento ou sem as devidas provas desferidas pela oposição.

Somado aos problemas internos de disputa no interior do principal partido oposicionista, a oposição deve continuar bem fraca em 2012, ano em que os partidos da situação devem aumentar substancialmente seus tentáculos sobre a administração das cidades brasileiras.

3. Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil

Os eventos esportivos marcados para 2014 e 2016, Copa do Mundo no Brasil e Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro terão função dupla. Uma sócio-cultural e outra sócio-econômica.

Na função socio-cultural o evento beneficia o país como um todo por sediar os jogos do esporte mais querido e importante para os brasileiros; na sócio-econômica as atividades dos preparativos devem levar a mais emprego e renda mantendo a taxa de desemprego próxima do pleno emprego.

A  economia deve receber entre 2012 e 2014 polpudos investimentos em áreas como construção civil, telecomunições, turismo e hotelaria, alimentação e transporte. A satisfação de sediar evento de tamanha envergadura e ser visto com outros olhos ao demonstrando sua capacidade de organização e coordenação. O ano de 2012, enfim, deve ser todo ocupado com os trabalhos de início de construção ou reconstrução das arenas para a copa do mundo, obras de travessia e mobilidade urbana nas cidades sub-sedes das partidas além da preparação envolvendo treinamentos para atendimento ao turista nos serviços pessoais em geral.

Estas atividades diretamente motivadas pelo direito adquirido de sediar o evento esportivo devem contribuir com o crescimento do PIB em 2012.

4. Ensino, novas tecnologias e inovação

Este tema deve permanecer em 2012  na vanguarda dos eventos esportivos previstos e também contribuir para sustentar o processo de crescimento iniciado em 2008.

Os programas de treinamento para a prestação de serviços à população que chega em 2014 e 2016 mesmo por curto período de tempo e os projetos de adoção de novas tecnologias direcionados para os eventos esportivos tiveram início em 2011. O turista, desportista e torcedor dos eventos demandam serviços de qualidade e preferem aquele que privilegia o uso de tecnologia verde e economicamente sustentáveis. No foco estão a instalação de equipamentos que ajudem na redução do consumo de energia e de água potável nas arenas que recebem as partidas da Copa do Mundo no Brasil.

A política governamental já dispara projeto grandioso para a formação profissional e técnica. Os projetos nesta área devem, ao final, suprir as necessidades de mão-de-obra qualificada atuais. Hoje, as empresas têm dificuldade em contratar este importante recurso tendo buscado o item no exterior.

No campo do ensino, formação profissional técnica, adoção de novas tecnologias e inovação a expectativa para o ano de 2012 é a instituição de uma política horizontal de industrialização que contemple objetivos e metas de longo prazo. Paralelamente que se estabeleça política industrial regional com a participação das unidades federativas com foco na vocação de cada região ou estado.

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