Método de custeio baseado em atividades

Muitas soluções para problemas complexos estão presentes em ferramentas simples construídas a partir de conhecimentos básicos de áreas diversas mas especialmente da matemática. Operações com matrizes, conhecimento básico ensinado no início do ciclo escolar é um exemplo. Em ciclo mais avançado, a álgebra, álgebra linear e matricial se destacam como ferramentas responsáveis por respostas aos problemas das áreas de finanças, contabilidade e economia.

No entanto, para que isso ocorra o processo de ensino e da aprendizagem destas e de outras ferramentas deve ocorrer de maneira lúdica para que o futuro profissional do cálculo aplique as várias possibilidades de solução depois de compreender o problema apresentado. Geralmente o recém formado chega ao mercado de trabalho sem as suficientes condições de, objetivamente, aplicar os conhecimentos e técnicas aprendidas durante os anos escolares à realidade e à prática exigidas. Trata-se, afinal, de um entrave recorrente na formação básica e profissional e deve ser delegado às escolas a responsabilidade de removê-lo das necessidades das gerações futuras.

Áreas de aplicação

Existem pelo menos duas áreas – mas existem outras – que se beneficiam da prática de operação com matrizes em conjunto com a álgebra. A primeira é a contábil-financeira; a segunda é a economia. Esta, especialmente na modelagem matemática para a análise de qualquer sistema de equilíbrio geral que resolve problemas de previsão envolvendo agregados macroeconômicos; aquela, na alocação de custos indiretos aos produtos ou serviços, num ambiente competitivo das empresas. Em todos os casos é o conhecimento teórico aplicado à realidade de sistemas organizacionais e econômicos.

A aplicação de matrizes à solução de problemas relacionados com sistemas de custeio baseado em atividades,  originalmente denominado Activity-Based Costing, ou Sistema de Custos ABC é um caso exemplar.

Antes de tecer quaisquer comentários, porém, é válido lembrar das dificuldades existentes na prática do ensino e na aprendizagem e da realização de operações com matrizes. A dificuldade consiste no fato de que a partir de um certo numero de linhas e colunas, as operações tornam-se impraticáveis. No contexto ds dificuldades pode-se afirmar que são proporcionais às quantidades das linhas e colunas apresentadas pelo problema. No entanto, com a popularização de pequenos sistemas computacionais que realizam os calculos por meio da sua estruturação em planilhas de cálculo ou pequenos sistemas específicos, as dificuldades deixaram de existir. Porém, resta ao calculista rconhecer a natureza do problema e da sua solução, o que fazer e a resposta adequada.

Modelo Insumo-produto

W. W. Leontief at Harvard

A álgebra linear e matricial aplicadas à solução dos problemas das áreas mencionadas anteriormente tiveram seu ponto de partida em Wassily Leontief que criou e aperfeiçoou um modelo, a partir do qual foi aplicado aos diversos problemas. O modelo estruturado por ele é conhecido como Insumo-produto ou Input-output Model ou Input-Output System. Leontief desenvolveu o modelo observando e estudando economistas clássicos e os fisiocratas de cujas atividades pôde construir a estrutura input-output (entrada-saída), hoje largamente usada como ferramenta de previsão econômica, planejamento, contabilidade social como alternativa ao rateio comumente usado pela contabilidade gerencial. A estrutura do modelo é usada na atividade de custeio de custos baseado em atividades – Sistema de Custeio ABC.

Os problemas de natureza econômico-financeiro, econômico-social, contábil se apresentam quase sempre na estrutura de linhas e colunas. Na solução de problemas dessa natureza podem considerar as linhas e colunas de uma matriz como elemento básico da sua modelagem. Daí é possível efetuar cálculos algébricos usando as matrizes como variáveis explicativas das equações e obter as informações necessárias às respostas dos problemas.

Sistema de Custos ABC

Na contabilidade gerencial a determinação dos custos diretos é evidente e direta. Os custos indiretos, no entanto, necessitam de critérios complexos e dependem dos recursos a serem alocados. A alocação de custos nestes casos tem origen na análise das características dos recursos a serem alocados entre os produtos. Servindo a diversos processos produtivos, além de servir a processos secundários administrativos o custo do recurso precisa ser distribuído de forma equanime entre eles. Em resumo, a alocação acaba sendo mais por critérios subjetivos.

Um razoável raciocínio é decompor a organização em suas unidades organizacionais de maneira mais desagregada possível. As unidades, atômicas, isto é, objetos cujas características não sejam mais possíveis de serem subdivididas, são dispostas em linhas e colunas de forma que represente as unidades que demandam e aquelas que ofertam atividades. Desse arranjo, uma matriz quadrada (mesmo número de linhas e colunas) para servir de matriz principal da equação. A partir do arranjo é estruturada a matriz da qual os cálculos são realizados segundo a metodologia insumo-produto.

Entretanto, produtos e serviços consomem atividades. Estas, por sua vez, consomem custos. Sendo assim, é mister construir matriz de atividades, uma vez que é lógico que atividades também consomem atividades. Complementando com matrizes que representem a demanda final (estoque e vendas, por exemplo) e o uso de produtos e serviços de terceiros (importação) da organização, para determinar, na estrutura, além do valor agregado o seu Produto Interno Bruto, PIB.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s