Entre o sagrado e o profano, a revelação de Bento XVI

O Brasil e o mundo receberam atônitos o comunicado do Papa Bento XVI sobre sua renúncia feito no último dia 11 de fevereiro. O pontificado deve ir até as 17 horas do dia 28 de fevereiro de 2013 apenas, quando um conclave escolherá um novo Papa.

Apesar dos rumores e comentários de que o Papa renunciaria, poucos acreditavam que ela pudesse ocorrer. Em ocorrendo, é chegado também o momento meditar e fazer as presunções, tanto do ponto de vista profano quanto sagrado, mas cada um segundo a sua crença. O fato é que independente da religião que cada um professe juizo de valores são externados agora por meio das mais diversas formas de mídias hoje disponíveis.

Externo meu sentimento do fato comparando com a vida de Bento XVI com a de outro pontífice de cujo pontificado também  fui contemporâneo, como fiel da igreja católica, para não deixar dúvidas: João Paulo II. A comparação não deixa de considerar as circunstâncias da vida religiosa e política de cada um dos pontífices sob os aspectos sacro e profano, dos pontificados e da realidade do Estado do Vaticano.

Karol x Ratzinger

Sabemos, pelas reportagens sobre o Vaticano e que não são comuns das dificuldades pelas quais passa o Vaticano como instituição, religiosa e política e que elas devem de fato,  influenciar as decisões reais tomadas por seminaristas, diáconos, padres, bispos, cardeais e o Papa. Mas separando isso tudo, é justo delimitar juizo de valor às pessoas, pelo seu lado humano emprimeiro lugar, e considerar o lado humano, antes de tudo. É sob esta ótica que comparo e emito a minha opinião sobre as vidas de Karol Joseph Wojtyla (Jão Paulo II) e Joseph Alois Ratzinger (Bento XVI).

Papa João Paulo II no Aterro do Flamengo
Papa João Paulo II no Aterro do Flamengo

Ainda estão em nossas mentes o suplicio pelo qual João Paulo II passou até a chegada da sua morte em 02 de abril do ano de 2005, passados 26 anos de pontificado. Foram anos de uma peregrinação pelo mundo. Viagens típicas de um pastor que tem a missão de conduzir e salvar o seu rebano.  E fez isso até a morte e por isso tenho o sentimento que foi um Papa Santo. E sobretudo, um Santo que caminhava junto ao seu rebanho, confortando-os nos momentos mais difíceis, inclusive promovendo encontro com chefes e fiéis de outras crenças.

Após conclave João Paulo II disse: Com obediência na fé em Cristo, meu Senhor, e com confiança na Mãe de Cristo e da Igreja, apesar das grandes dificuldades, eu aceito.

Em seu pontificado João Paulo II sempre esteve investido de uma força incomum aos humanos. Morreu em razão da doença que difulcutava a realizar sua missão. Pode-se afirmar que doou sua vida e dedicou até seus últimos momentos permanecendo como um pastor, ao lado do seu rebanho.

Entre o sagrado e o profano

A renúncia a um pontificado tem o significado de desistência de sua missão ou da missão recebida. Em se tratando de um pontífice, mesmo levando em consideração sua condição física deteriorada pela idade é, mesmo assim, a desistência em alcançar a missão recebida. Renunciar por motivos materiais, protegendo o que é, em suma, material, isto é o seu corpo é o mesmo que preferir o profano ao sagrado.

Isto foi o que revelou Bento XVI com o comunicado de sua renúncia.

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