2022: uma visão oposicionista para as eleições de 2014

Uma pesquisa de intenções de votos publicada em 05 de maio mostra que a Presidente Dilma, candidata a reeleição pelo PT saiu dos seus cômodos 43% para uns sofríveis, mas questionáveis 38%. O resultado deveria deixar os governistas em situação tenebrosa, não fosse crítica em tom de acusação à metodologia usada pelo Data Folha. Segundo os críticos, além de ser uma pesquisa realizada anteriormente à última havia uma saraivada de perguntas feitas ao pesquisando sobre pontos negativos do governo.

A pesquisa parece ser parte do arsenal usado para sacudir a campanha com viradas sensacionais dos números. Muitos desses artefatos já foram aplicados e debelados.

Primeiro, torceram para que houvesse um golpe militar com a posterior entrega do poder à direita ; alem desta possibilidade, seja dita a verdade, era até dias atrás a mais desejada.

Depois torceram para que houvesse uma calamidade nas fontes de energia elétrica, na subida descontrolada da inflação, na redução dos investimentos externos especulativos e diretos e, em milhares de manifestantes saindo às ruas a pedir mudanças especialmente a “marcha da família”.

Agora a torcida é para, principalmente, que o Brasil tenha um péssimo desempenho econômico, com PIB lá em baixo de preferência com o desemprego subindo e calamidade na gestão pública. E que os negócios mal explicados da Petrobras sejam explorados à exaustão.

Nenhum governo está imune a erros e malfeitos. A máquina administrativa é grande, complexa e pesada para ser gerida. Falhas, desvios de conduta, individual ou até coletiva ocorrem. A exemplo cito o caso da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras no período em que Dilma era presidente do Conselho de Administração da empresa. O que parece ser um negócio da china está se transformando, pelos principais órgãos de imprensa nacional  no pior negócio do mundo.

E ainda há a ação penal 470 para ser explorada, mas ela já provou que não balança as estruturas do petismo. Para ela existem argumentações de peso: privataria, incluindo a venda da Vale a preços irrisórios, os esquemas de pagamento de propina na aquisições de trens metropolitanos em São Paulo e dos tributos do município da capital, além da ação penal 536, má gestão em Minas Gerais, pra citar apenas o que envolve a política café com leite.

Mesmo assim, contradizendo as pesquisas fajutas ou não, Dilma caminha para seu segundo mandato sendo reeleita em primeiro turno.

Pesquisa à parte, o que se ouve das bocas dos simpatizantes da oposição ao governo Dilma é que ela tem que perder de qualquer maneira. De fato, os sufragistas da oposição torcem para que aconteça algo muito anormal no governo.

A razão para esta conclusão, aparentemente apressada é o fato de nenhum candidato opositor ter deslanchado, à exceção de Marina Silva, que não será candidata.

O que pode ser concluído é que nenhuma daquelas esperanças se realizou e pelo que parece não se realizarão. Restou apenas a esperança de, por meio da redução maquinada das intenções de votos da candidata à reeleição, provocar desespero e ansiedade no PT e substituir Dilma por Lula.

É razoável os cálculos dos oposicionistas. A entrada do ex-presidente, que aparece na mesma pesquisa do Data Folha com imbatíveis 52% em substituição a Dilma dá esperanças à oposição quanto ao tempo em que podem ficar na fila de espera por uma chance de  disputar uma eleição de nível nacional em igualdade de condições.

O raciocínio é simples.

Se Dilma permanecer como candidata pode ser reeleita e então governará até 2018. Sem mais direitos a concorrer, Lula poderia entrar e tocar o barco até 2022 na melhor das hipóteses para os oposicionistas e na pior, até 2026. Este raciocínio leva o ciclo do PT no poder a 24 anos, quase 1/4 de século de gestão reparadora, lenta mas firme das desigualdades.

Esse golpe de esquerda do jogo político a oposição já acusou. Com o esgotamento da possibilidade de intervenção militar em razão do normal funcionamento das instituições democráticas e mais nenhum outro motivo plausível para eleger alguém, a oposição agora, se agarra em uma estratégia inusitada. Lançar Lula agora e assim trazer as suas chances para 2022.

O grande golpe da oposição é substituir Dilma por Lula agora em 2014.

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