PSB entra na rota do declínio rumo à extinção

Existem momentos que recusamos participar de política. Em outros, assistimos a militância política atuar. Mas chega o momento que não dá pra ficar longe dela. Há momento que não podemos fugir dela. Há momento que é necessário fazer a militância política.

Neste momento a direita, após tentativas sem sucesso, finca cunha na agenda eleitoral e ameaça usá-la para vencer as eleições presidenciais desde 2002. Ameaça usar a alavanca para encerrar doze anos de avanços sociais reconhecidos e elogiados por instituições internacionais, chefes de estado e de governo.

Se o momento nos leva a participar ativamente, nossa crença nos leva à ação. Então é chegada a hora de agir.

Evitar que grupo direitista tenham sucesso em sua pretensão de dirigir o Brasil. Que ele faça retroceder às desigualdades e a desinclusão imputadas pelo regime neoliberalista do plano dos prováveis atores. Barrar política econômica semelhante a que arrasa países da Europa e os Estados Unidos da América.

Neste momento, pesquisas de intenções de voto recentemente publicadas apontam que esse risco pode se concretizar. Se o risco de agora se concretizar, dentro de alguns e poucos anos será difícil explicar as razões do impensável retrocesso.

Hoje, por incrível que pareça ser de difícil compreensão está havendo uma luta ideológica dura. Uma luta em que órgãos de comunicação, que tem o dever de informar por ser concessão pública, desinformam. O claro propósito deles é entregar a gestão da economia nacional e as decisões do governo federal à instituições públicas e privadas estrangeiras. Trata-se de luta travada no campo ideológico; uma luta entre esquerda e direita.

Irônica situação.

Vez que a direita tenha capturado um partido socialista de estatuto, manifesto e tudo, tem, agora a pretensão de retroceder nos estabelecidos avanços sociais conseguidos às duras penas por ação política de doze anos de governo dos petistas Lula e Dilma.

Ironia que a direita abomine o lulismo, o petismo, o dilmismo, o socialismo e comunismo e não se envergonhe de se apoiar em partido socialista para retroceder em questões sociais. Inconcebível que o PSB  aceite e seja o instrumento de retrocessos. Covardia, a direita repoderar-se do poder do Estado para retroceder em benefícios sociais do pouco estado de bem-estar social mínimo conseguido.

Uma vez que com sua retórica, história de insucesso e lista de fracassos na condução da política econômica, de segurança, da manutenção do emprego e de sua qualidade, combate à corrupção fora incapaz de convencer os eleitores de sua intenção, não poderia ser tão covarde retomar o poder político valendo-se de partido socialista feito cunha para abrir o núcleo resistente da esquerda liderado pelo Partido dos Trabalhadores.

Apesar da linha ideológica tênue que separa a direita e a esquerda enxerga-se beligerante luta de classe entre elas. Se antes era luta entre trabalho e capital intra empresarial por vezes inter empresarial, agora, a luta se dá entre o trabalho e o capital financeiro internacionalizado faminto por juros. Falo do capital financeiro ventrudo, velhaco e atroz que atua em rede graças os avanços da tecnologia da informação.

Falo de uma luta entre a defesa dos avanços sociais e de seu avanço, do risco da sua redução com a implantação do estado mínimo e do banco central independente.

É preciso considerar que diversos partidos de esquerda e de extrema esquerda, socialistas e comunistas se aliaram à organizações partidárias de direita. Todos eles e seus respectivos membros capturados em razão da vontade dos seus “caciques” (entre aspas pois não possuem capacidade de transferir votos) que tornaram os partidos vulneráveis como instituição partidária.

É deste individualismo que toma de assalto o caráter coletivo das instituições partidárias que brotam as suas vulnerabilidades. É destas vulnerabilidades que brotaram, finalmente, as estratégias que fazem pairar nuvem escura sobre a redução das desigualdades que, aliás, estão enraizadas na sociedade brasileira.

O Partido Socialista Brasileiro tornou-se vulnerável a partir do momento em que seus membros aceitaram realizar a vontade de ser presidente de Eduardo Campos. Não se livra da situação de vulnerabilidade após sua morte, além disso, aceita excrescência na reposição de sua liderança. Não se livra de Marina Silva que já flertava com a direita tão logo separou de Lula e Dilma.

Ao longo dos anos a direita vem se desintegrando no Brasil. Na America do Sul, também. Nestes países os eleitores imaginam alcançar o estado de bem-estar social alcançados em muitos países europeus. Tenho a percepção que isso pode explicar o fenômeno da rejeição à direita por estes povos sul americanos. Mesmo que órgãos de comunicação em rede e instituições defensoras do neoliberalismo e do capital financeiro tenha propagado noite e dia, durante anos fracassos inexistentes.

PSB entrará na rota do declínio rumo à extinção se não compreender o que convém à direita e a natureza da luta travada pela esquerda, mesmo fazendo Marina Presidente.

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