Dobradinha tenta remover o PT do Planalto

Dobradinha  sensacional.

Até recentemente, o Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB, nascido de uma cisão política ocorrida no Partido Democrático Brasileiro compartilhava com os donos de grandes órgãos de imprensa a árdua tarefa de remover o Partido dos Trabalhadores do principal cargo executivo do poder da República brasileiro.

Tentativas de reassumir o poder perdido em 2002 democraticamente pelo voto não resultam em sucesso. Agora uma nova chance se aproxima.

Pelas previsões, as chances de sucesso são remotas. Pesquisas de intenção de voto indicam que o principal partido opositor, mesmo após sucessivos ataques políticos e ideológicos além de ser beneficiado pelo julgamentos de exceção realizado no Supremo Tribunal Federal contra o PT não deve conseguir mudar “o que aí está”.

Quase nada de atenção para, novamente perceber, que o PSDB, principal partido opositor encontra guarida nos grandes órgãos de mídia privada. Seus malfeitos são ocultados enquanto que os dos outros não alarmados.

Mire-se no exemplo do dinheiro vivo que a polícia federal capturou, auxiliada pelas máquinas do aeroporto de um dos aliados do PT em 2010 e compare com situação idêntica ao dinheiro vivo e cheques em branco de 2014. Mire-se, também, no exemplo do modo de corromper e ser corrompido de quem governa o Estado de São Paulo por 20 anos. E no furo de reportagem que informou aos poucos brasileiros que há, nos trens metropolitanos paulistas não apenas trilhos, mas muitos desvios.

E mire também no recente caso do direito de resposta que o PT obteve do Tribunal Superior Eleitoral. Decidido por unanimidade em favor do partido. Todos os 7 juízes concluíram que o ele tinha o direito à resposta às acusações, como sempre, sem provas.

Ministros dos TSE
Ministros dos TSE

Parece brincadeira. Ou os membros do TSE estão num imaginário parque de diversões, ou há um deles no Supremo Tribunal Federal a zombar com eles ou com a sociedade brasileira. Pois foram, sem demora, vencidos por Gilmar Mendes.

Segundo o ministro do Supremo o PT não fez jus ao direito de responder às acusações falsas desferida pela revista semanal, a Veja.

Já é quase unanimidade que o TSE tem poder demais. Ele legisla, executa e julga seus próprios atos. Não me parece assim tão poderoso um tribunal de 7 ministros abatido por um apenas.

Mire-se nos exemplos, desses e de outros. Instalou-se um consórcio constituído pelos grandes órgãos de mídia privada e parte do judiciário para abater o partido dos trabalhadores e removendo-o do Palácio do Planalto, custe o que custar.

Está muito claro que foi estabelecida uma luta de classes. Uma que defende os interesses do capital financeiro a outra, os dos trabalhadores. Uma clara separação.

Não uma separação entre os do norte e os do sul, mas uma separação sócio econômica da sociedade.

Separação geográfica não faz sentido. Aquele que tenta por sentido nisso, definitivamente não possuem as condições de governar pais continental.

Voltando aos fatos.

Um eventual sucesso do candidato que apoia o capital financeiro configura retrocesso de grandes proporções para os brasileiros, para o povo latino americanos, para a comunidade BRICS e para o mundo.

Como um desastre.

 

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