Reeleição da Presidenta Dilma Rousseff evita riscos de retrocessos

Dilma reeleita!

Estiveram na campanha para Presidência dois projetos distintos em jogo. Um que valoriza o trabalhador e a melhoria da qualidade da sua vida por meio de ações diretas do Estado; outro, da oposição, acredita que o mercado resolve tudo e que até pode substituir o Estado em todos os aspectos.

Disputa entre trabalho e capital, mas com a modernização do trabalho em razão da adoção de tecnologias e do capital, agora, financeiro, dominado pelos bancos nacionais e estrangeiros. Ambos se beneficiando da adoção ampla e irrestrita dos avanços tecnológicos, principalmente da evolução da tecnologias da informação.

Depois de uma campanha duríssima a tendência é contabilizar o que restou do governo e da oposição. Importa mesmo é saber dos riscos evitados e o que se ganha com a vitória de um governo de esquerda, hoje, hegemônico nos países sul americanos.

Riscos versus avanços

— Área social

O governo Lula iniciou muitas mudanças logo que assumiu em 2003. Elas se deram especialmente na área social com o início da redistribuição de renda.

A ação de seu governo priorizou diversos programas sociais, ampliando os deixados pelos governos anteriores e instituindo novos e mais abrangentes. A presidente Dilma deu continuidade mantendo-os e também, criando outros em grande escala.

Houvesse perdido as eleições certamente todos eles seriam reduzidos ou extintos, Foram declarações inequívocas de Armínio Fraga, que Aécio Neves indicou e afirmou que assumiria pasta que cuida da economia.

— Relações internacionais

Com FHC éramos uma país de categoria inferior, pra não dizer, sem categoria alguma. O próprio então presidente afirmara a condição por muitas ocasiões no exterior em entrevistas sempre em língua estrangeira. O francês era o idioma preferido. Mas no que dizer do ex-presidente em pessoa, certa vez, Bill Clinton disse que faltara criatividade ao presidente brasileiro para contornar a situação de crise econômica.

Em razão da nossa pretensa inferioridade éramos sempre maltratados por americanos, espanhóis e até portugueses. E por isso não era possível sermos enquadrados em qual quer categoria; não tínhamos o direito de exigir do então governante o protagonismo que podíamos na área que tínhamos vantagem competitiva.

E deu no que deu com a Vale, ficando no quase com a Petrobras.

Lula elevou o Brasil ao patamar nunca antes alcançado. Defendeu agricultores, industriais, banqueiros! Vendeu produtos e empresas privadas brasileiras ao exterior. Viajava e, em oposição ao seu antecessor, fazia marketing das nossas empresas, seus produtos e seus serviços.

Deu credibilidade à nação e seu povo ascendeu internacionalmente. Além de pagar a conta vencida no FMI, tornou-se credor daquela Instituição. Exigiu respeito ao Brasil.

Dilma fez com que respeitassem o Brasil marcando posições na luta pela redução da pobreza. Liderou a redução dela frente no mundo. E também foi líder da America Latina e Caribe e estabeleceu as bases do fortalecimento das relações com a Rússia, Índia, China e África do Sul – BRICS.

Ao saber da espionagem das comunicações dela e do planalto e dos cidadãos brasileiros feitas pelos americanos, cancelou visita agendada à Barack Obama. E denunciou a atitude do americano contra a soberania nacional brasileira na ONU. Exigiu respeito a soberania brasileira.

— Programas do sistema de saúde

Os movimentos de junho foram um ponto crítico para a política e os políticos. Foi o momento em que muitas ações que tinham certa resistência no Congresso ganharam espaço no debate ainda incipiente das mudanças. Dele nasceu o programa Mais Médicos.

Criticar o sistema de saúde dos governos Lula e Dilma é uma provocação à inteligência dos, pelo menos os bem intencionados. O sistema não está perfeito, mas, melhorou muito em 2014 com o Programa Mais Médicos. Deve melhorar ainda mais com o aperfeiçoamento dele.

O programa de governo da campanha presidencial de Dilma foi anunciou o Mais Especialidades. Com ele haverá mais disponibilidade de especialistas a disposição da população. As ações não se comparam com o que Serra implantou quando ministro da saúde.

Existe uma base de comparação da saúde na época em que o Ministro era José Serra. A imprensa, mesmo amiga, deixou registrado que foi o pior ministro de saúde da história do Brasil. Você pode ler sobre isso aqui. E também aqui.

— Instabilidade nas relações com os países da América Latina e Caribe

Antes, a união dos povos da América do Sul era irrelevante; pífia. A eleição presidencial de 2014 foi um termômetro que aferiu a temperatura das relações com os vizinhos. Hoje é líder na região.

Da Argentina à Venezuela. Todos temiam pelo pior, caso Dilma não fosse reeleita. Os avanços sociais de Madura a Mujica seriam esfacelados juntamente com os de Lula e Dilma. O neoliberalismo americano e a sua ideologia em que tudo é, nada mais do que simples mercadoria, com o apoio de Aécio eleito e, Fernando Henrique Cardoso apoiador, contaminaria o modelo do Sul de convivência regional.

— Si vis pacem, para bellum (Quem quer a paz, prepare para a guerra)

Considere um conjunto de países buscando o desenvolvimento. E que os recursos disponíveis estão, em grande parte sob controle de instituições cujos tomadores de decisão não possui a visão dos países em desenvolvimento. Eles deveriam aplicar a mensagem do provérbio latino. Se quiserem crescer devem preparar para contrapor as poderosas instituições financeiras detentoras do capital financeiro.

O contraponto ao Banco Mundial nos BRICS é o Banco dos BRICS. Países reunidos no bloco econômico preparam para a competição. Criaram um banco de fomento de onde devem partir os recursos para investimentos. Agora o bloco está armado.

— Estatais são dos brasileiros,  sim, senhor

A venda de estatais, patrimônio público se tornou nos dois mandatos do PSDB numa obsessão. Um vício. Receita-se auditoria para trazer à tona as condições em que mais de 100 bilhões de reais em propriedades públicas foram entregues à iniciativa privada a preços de fim de feira.

Pura privataria.

Despidos dos devidos cuidados de sensibilidade, candidato e ministeriáveis retomaram durante a campanha presidencial as sua s idéias. Ideologia neoliberal. Tal como fora procedido com a Vale, Petrobrás (com ela o Pré-sal), Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDS seriam rapidamente privatizados.

Petrobrás, petrolífera gigante; Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDS, gigantes. Banqueiro anunciado ministro em indicação antecipada não conseguia prever o que sobraria no fim da linha das privatizações.

Tudo deixado para o senhor mercado resolver. Sociedade sofreria perda irreparável.

Contra atacando, o providencial filme de campanha da Presidente eleita. Com uma didática nunca vista em campanha presidencial explica o significado de Banco Central independente.

O filme foi a peça principal da vitória conseguida em nome do programa de governo mais objetivo: mudança mas com avanços sociais.

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