A democracia e o orgulho de nação em estado grave correm perigo

Existem momentos em que se deve ouvir e refletir para, depois, tentar encontrar as respostas para as perguntas que surgem e surgiram nos últimos meses. É normal e lúcido, pelos acontecimentos políticos pensar no pior: que a democracia está correndo sério risco.

Como que em um ciclo da vida dos seres vivos a democracia parece ter os seus ciclos. Ora é plena ora sob ameaça.

Neste momento político em que a democracia passa por situação grave é de bom senso que sejam feitas perguntas sem, no entanto, esperar por respostas. As “coisas” funcionam assim mesmo, sem se importar no que alguém possa pensar sobre como as coisas funcionam.

Por que atualmente existem tantas pessoas confusas quanto ao atual processo político brasileiro? Que não enxergam a diferença entre democracia e ditadura? E que enxergam motivação para publicar faixas de apoio à regimes semelhantes ao nazismo para nós todos brasileiros? Por que são tão radicais a ponto de portar faixa pedindo a uma intervenção militar?

Por que acreditam tanto no neoliberalismo, ou liberalismo, ou capitalismo como meio de produção hegemônico apesar de que países que o adotaram tem parcela razoável de sua população desempregada e pobre? por que confunde socialismo com comunismo?

Por que acreditam que a corrupção é recente, quase um bebê, como disse Fernando Henrique Cardoso, enquanto há provas fartas e irrefutáveis que em seu governo ela correu solta e, como se sabe, já existia antes daquele governo?

Que não ligam para a corrupção dos outros partidos? Que são manipulados por uma mídia privada que defende seus interesses particulares sem se importar com as causas sociais brasileiras? E por que a direita domina os órgãos de comunicação social, concessão pública e a usam para formar opinião pública em seu favor?

Por que enquanto a operação Lava Jato e pública a Zelotes corre em segredo?

Por que um partido de esquerda no poder não consegue reverter a situação desfavorável depois de mais de 12 anos governando o país mesmo com o apoio da maioria expressa pelo voto em eleições diretas para os cargos da presidência da República, governadores de alguns Estados e muitas Prefeituras?

Por que temos a impressão que há um sistema no qual participam órgãos do “poder” judiciário, mídia privada e partidos políticos que protege um grupo de pessoas, inclusive políticos?

Por que o Partido dos Trabalhadores é tão odiado, inclusive por trabalhadores e, ao mesmo tempo é o partido líder de preferência entre os brasileiros?

Trabalhos na Câmara dos Deputados
Trabalhos na Câmara dos Deputados

É preciso, de fato, debruçar-se sobre a chamada seletividade praticada por atores da mídia, especialmente a grande mídia privada. E por agentes da justiça, especialmente os justiceiros. Independentes. A primeira, forma opinião, distorce a realidade, julga e condena antecipadamente, mas tudo em defesa de seus interesses. O segundo, tal como a mídia é seletivo. Descumpre as leis e a Constituição.

Observando os fatos com cuidado percebemos que as ações de dois grupos, mídia e judiciário, possuem certa sincronia. Uma amostra dos seus atos se encontra nas atuais graves ocorrências sobre de corrupção em que estão envolvidos os diretores de construtoras fornecedores de obras da Petrobras. Os grupos somente enxergam a Petrobras e os políticos da base aliada. Não enxergam corrupção em São Paulo e no Parana onde, em ambos os Estados, professores lutam por causas do ensino em razão da gestão nada responsável da ‘coisa’ pública. Em Minas, também até pouco tempo nada havia, até que um governador do PT ser eleito e fazer uma auditoria profunda nos contratos envolvendo o erário mineiro.

Ainda que valores superiores de recursos públicos tenham sido supostamente desviados, mídia privada não publica. E, misteriosamente, a justiça não encontra um culpado sequer. Enquanto o cartel dos trens metropolitanos da capital paulista, mesmo com provas vindas do exterior, juram que nenhum político se beneficiou com ele, mesmo tendo durado mais de vinte anos, o cartel dos fornecedores da petroleira brasileira teve diretoria presa. Ninguém dos envolvidos no caso sãopaulino teve investigação conclusiva.

A confusão mental, ideológica e moral que acometeu em parte os grupos de manifestantes que tem saído às ruas não pode ser considerada anomalia da sociedade. Ela tem uma razão profunda e enraizada no modelo de comunicação social dominante há mais de cinquenta anos. Elas atuam desde a criação de redes de rádio e televisão, impressoras de jornais diários e revistas semanais abundantes e cedidos a taxas maternais de juros para poucas famílias. Por um lado a confusão mental resultado da imposição de bombardeio diário de conteúdo desinformante durante todo o período, por outro, a deliberada deformação dos valores morais da sociedade por anos de programação nos rádios e nas tevês.

Todo esse aparato de mídia serviu para que indivíduos de todas as idades perdessem a razão e passassem a considerar normal recitar palavras de baixo calão direcionados a uma mulher em um estádio. Para piorar o diagnóstico da população corajosa, a mulher é o Presidente da República, eleito pela maioria dos brasileiros em processo eleitoral democrático e inquestionável.

Mas a atitude das mais graves é o apoio que as empresas de mídia privada dão a grupos que se dispõe a ferir a democracia de morte. Não bastassem anos deformando os valores de cidadania e da valorização dos sentimentos de amor à pátria, ainda promovem a entrega do patrimônio do povo brasileiro para a sustentação do estado de bem estar social de estrangeiros.

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