Sobre o mundo de cada um de nós e a vida privada de um ex-presidente

Certos fatos passados e atuais nos levam ao nosso interior e nos fazem refletir sobre nos mesmos e as pessoas que nos cercam. É que cada fato ocorrido tem o poder de atingir e continuar atingindo a todos nós de forma diferente e em graus de intensidade próprios a cada um de nós.

Imagino como uma morte de qualquer ser humano, que é o fim de uma vida material atinge cada um, dependendo da relação que tivemos com aquela pessoa. Se é um ente querido o fato pode nos atingir nossas emoções pelo resto de nossas vidas; se não, podemos até ficar felizes.

Quantos não pediram pela morte de Bin Laden? Quantos não vem pedindo a morte de negros, gays, lésbicas e até generalizando o pedido motivados por religião e ideologia? Quantos não pedem a morte de Lula? E de Dilma? Mesmo tendo sido comprovado que o mau que fizeram foi distribuir a pouca renda que puderam e reduzir drasticamente a fome e a miséria no Brasil, fato reconhecido mundialmente?

Alguns sentimentos, com o atual estágio de desenvolvimento das tecnologias de comunicação graças ao surgimento das redes sociais são ampliados e acabam sendo explicitados até sem a nossa vontade. Involuntariamente temos momentos de extrema auto exposição nas redes e nem tomamos pé da situação.

Chegamos em 1994 com a nossa democracia em frangalhos. A luta para recuperar nossa capacidade de escolher nossos presidentes havia sido subtraída e aos poucos fomos reaprendendo. Afinal vinhamos nos exercitando desde a eleição indireta de Tancredo Neves, morto em seguida para a nossa decepção.

Mas o período que nos marca até hoje e ainda deve marcar muitas gerações mesmo que não tenha vivido é o período em que Fernando Henrique Cardoso nos governou. Que desculpem os meus amigos, mas aquele período foi didático para todos nos e continuarei a mencioná-o todas as vezes que eu perceber que existe fato atual podendo existir fato futuro que tenha relação com o governo FHC.

A volta da notícia que circula principalmente nas redes sociais dando detalhes da vida privada de FHC não se trata de invasão de privacidade. O fato contado pelas notícias também não pode ser diminuído e deixado de lado com a alegação de que, enquanto isso, o país está se esfarelando. Que meus amigos me perdoem! O país se esfarelou durante os oito anos de governo tucano. O processo de esfarelamento terminou apenas em 2003. É só buscar os indicadores macroeconômicos armazenados nos diversos bancos de dados públicos e privados daqui de de outras instituições internacionais para descobrir que o Brasil de agora não é o mesmo do de FHC.

Mas as notícias dos filhos bastardos (mas são filhos) de FHC não podem passar de soslaio. Muitas pessoas jamais imaginaram um FHC mulherengo e conquistador. Elas, nós, todos os brasileiros tem o direito de saber e até suspeitar que o infiel esposo Presidente da República possa ter feito uso de suas influências e poder para mandar para recursos para fora do país com o intuito de manter longe e oculta situação pessoal que se descoberta mancharia sua reputação pública.

O que se pode imaginar é que suas conquistas podem ter sido sustentadas com o dinheiro público. E é aí que a vida privada do Fernando se torna questão de interesse público.

Mencionar, debater e até fazer juízo de valor de figura pública parece estar desprovida de qualquer sentido. Passa a fazer todo sentido quando a figura pública envolvida é acusada de ter cometido crimes comuns, explícitos em leis que ele tem por dever proteger e fazer cumprir. E tampem pelo fato de, com a ajuda da mídia privada ter sido ocultado o episódio. Afinal, que mal t em ter um filho fora do casamento?

Tudo deixa de ser privado pela simples razão do episódio ter ocorrido no exercício da presidência da República momento em que operações financeiras teriam ocorrido além de testes de DNA terem disso adulterados, como explica a delatora do caso à jornalistas.

Quando menciono a vida privada do FHC depois de passados quase 15 anos, assim como o sítio que Lula frequentava, o tema central não são os filhos, mas o espírito que acreditou que podia enganar uma nação a vida inteira, conseguindo por quase duas décadas.

Cada um tem o seu mundo e sabe que ele é, em parte, reflexo de fatos do passado. Uns acreditam que FHC é um santo; eu penso que ele tem muito a explicar à nação.

 

 

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