Liberdade de imprensa e campanha política fora de época

O editorial de “O Globo” de sábado, 14/01/17 com o título “Lula se defende na Justiça com ataque político” é a comprovação de que grande parte da imprensa brasileira atua como partido político. Algumas empresas extrapolam o fim de informar o público e exercem papel de agente político. Ao extrapolar os limites e atuando na defesa de uma ideologia, no apoio a determinados partidos e políticos faz-se-lhes jus o título de PIG, Partido da Imprensa Golpista, como são conhecidas.

A tática e estratégia usada é o uso da tese da liberdade de imprensa. Invocando a tal liberdade fazem política; manipulam o cidadão em favor dos seus candidatos preferidos e tentam influir no resultado de eleições, obtendo sucesso, como na obteve na eleição presidencial de 1989. Seus candidatos e partidos preferidos sempre representam a direita que jamais elegeria um candidato não fosse a atuação desta imprensa golpista da qual o complexo globo é o principal agente.

O ataque do jornal que usa um editorial em dias de fim de semana traz na forma e conteúdo o mesmo objetivo semelhante ao da famosa capa de revista Veja, produzida e distribuída para ser um panfleto político contra Dilma, Lula e o PT nas eleições presidenciais de 2014 na qual Aécio Neves saiu derrotado.

O jornal ataca o ex Presidente acusando-o de se defender da justiça politicamente. Lula, em realidade apenas se defende das acusações sem provas em processos instituídos com claros objetivos de torná-lo inelegível em 2018. Se os procuradores dos MP’s, os agentes  da polícia federal e os juízes da Lava Jato e de outros tribunais que não poderiam fazer política exercem papel político ao acusar um cidadão com objetivos políticos por que Lula não poderia fazer a legitima política? Lula, de fato é vítima de um consórcio formado pela mídia privada, setores do Ministério Público, delegados da PF e parte do judiciário que em conjunto o atacam diariamente. O MPF e o MPSP tem feito acusações, mas elas não se sustentam por razões simples de falta de provas. Lula é vítima sim. Enquanto são encontradas fartas provas contra políticos como Aécio Neves, José Serra, Romero Jucá, Gedel Vieira e até o atual presidente ilegítimo Temer órgãos da justiça perseguem o ex Presidente com acusações sem provas, fato reconhecido até por agente da Polícia Federal como ficou exposto na entrevista do coordenador da Operação Lava Jato, delegado Maurício Moscardi Grillo, concedida à Revista Veja recentemente.

Percebe-se lendo o editorial que claramente há a intenção de calar o cidadão Lula a quem deve apenas esperar a condenação em segunda instância, necessária à inelegibilidade. Ocorre que não contavam com a astúcia de um político de alto nível e calibre que além de ser respeitado pela maioria da população pelo que fez no campo social.

Pelo ataque do jornal é possível identificar que há um grupo que tem, na realidade é medo de que Lula seja presidente novamente. E se assim for a imprensa golpista, ficará, definitivamente sem as gordas verbas de publicidade com as quais se enriqueceram. Sabe-se que sem elas, a família marinho e outras seis famílias perderão seu grande poder de fogo político.

Observatório da Imprensa em uma publicação de sua página internet de outubro de 2016 informa que Temer teria tirado a grande imprensa do vermelho: “Depois de um governo Dilma Rousseff que parou de pagar publicidade em jornais impressos em 2015, essas empresas voltaram a receber verbas para as suas publicações. Entre maio e agosto de 2016, O Globo recebeu mais de R$ 331 mil; o Estadão, R$ 307 mil; a Folha, R$ 303 mil; o Valor, R$ 347 mil.“. Antes, no governo Lula a verba teria sido mais pulverizada e o montante não teria aumentado. Naquele período a grande imprensa, especialmente a Editora Abril, a dona das famosas capas iniciou uma grande cruzada contra o governo do ex Presidente que dura até hoje.

Só no governo ilegítimo de Temer as Organizações Globo teria recebido valores superiores a R$ 15,8 milhões. Do grupo Folha, o UOL teria recebido mais de R$ 691 mil, e a Folha de São Paulo, mais de R$ 426 mil, totalizando repasse de mais de R$ 1,1 milhão. As revistinhas Caras e Abril receberam cada uma a quantia superior a R$ 1,3 milhão e R$ 350 mil. Além disso foram repassados mais de R$ 3 milhões para o Facebook e mais de R$ 616 mil para o Twitter.

Vê-se que se trata de uma questão de sobrevivência do PIG.

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