Achille Mbembe: A era do humanismo está acabando

Achille Mbembe (1957, Camarões francês) é um historiador, pensador pós-colonial e cientista político. Ele estudou na França na década de 1980 e depois foi professor na África (África do Sul, Senegal) e nos Estados Unidos. Atualmente, ensina no Wits Institute for Social and Economic Research (Universidade de Witwatersrand, África do Sul). Publicou Les Jeunes et l’ordre politique en Afrique noire (1985), La naissance du maquis dans le Sud-Cameroun. 1920-1960: histoire des usages de la raison en colonie (1996), De la Postcolonie, essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000), Du gouvernement prive indirect (2000), Sortir de la grande nuit – Essai sur l’Afrique décolonisée (2010), Critique de la raison nègre (2013). Seu novo livro, The Politics of Enmity, será publicado pela Duke University Press neste ano de 2017. … Mais Achille Mbembe: A era do humanismo está acabando

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Michael Löwy: O pensamento de Rosa Luxemburgo

Nós nos encontramos hoje, tal como profetizou Engels há uma geração, diante da terrível opção: ou triunfa o imperialismo, provocando a destruição de toda a cultura e, como na Roma Antiga, o despovoamento, a desolação, a degeneração, um imenso cemitério, ou triunfa o socialismo, ou seja, a luta consciente do proletariado internacional contra o imperialismo, seus métodos, suas guerras. Tal é o dilema da história universal, sua alternativa de ferro, sua balança oscilando no ponto de equilíbrio, aguardando a decisão do proletariado. … Mais Michael Löwy: O pensamento de Rosa Luxemburgo

FUNARTE ocupada. Ocupa tudo!

Ocupa tudo!
“Não sei, só sei que foi assim. Todos os fatos aqui narrados são rigorosamente verdadeiros, apenas alguns deles não aconteceram… ainda.”

FUNARTE ocupa FUNARTE pela arte e pela cultura.

Por Mauro Iasi, professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB.
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Educação e política: idade média aqui e agora

A escola deve, ou deveria, ser um espaço para o desenvolvimento da ciência. Mas o que vemos, no mais das vezes, é a sua utilização como reprodutora dos valores dominantes no modelo vigente. Colegas professores de escola pública se queixam de que muitos alunos replicam discursos excludentes, manifestando um ódio que vai dos nordestinos ao bolsa família. Em suma, o educando é incentivado a prezar a propriedade privada, a identificar sucesso com aquisição do supérfluo e a considerar o mercado como a principal referência para as opções políticas a serem adotadas. Isso é doutrinação pura. … Mais Educação e política: idade média aqui e agora

A revolução burguesa no Brasil

Em 1974, em meio à ditadura e dez anos após o golpe militar, Florestan Fernandes publicou A revolução burguesa no Brasil.
O livro foi redigido em momentos distintos: as duas partes iniciais (“As Origens da Revolução Burguesa” e “A Formação da Ordem Social Competitiva”) em 1966, e, a terceira parte (“Revolução Burguesa e Capitalismo Dependente”), em 1974. … Mais A revolução burguesa no Brasil

O golpe militar de 1964 e o Brasil: passado e presente

O golpe foi civil-militar e articulou os diversos segmentos da burguesia em torno da liderança do grande capital nacional e estrangeiro contra a ofensiva do movimento de massas, dirigida principalmente pelo trabalhismo, formado pelos trabalhadores urbanos, rurais, estudantes e soldados e militares de baixa patente, que buscava construir um capitalismo de Estado com forte dimensão popular, democrática e nacional. Este programa centrava-se nas reformas de base, em particular a agrária e urbana, no controle da remessa de lucro, na nacionalização de setores estratégicos e promoção da indústria nacional e numa política externa independente, anti-imperialista, baseada no direito à autodeterminação dos povos. Postulava ainda a extensão de voto aos analfabetos, que constituíam quase a metade da população brasileira, aos soldados e sub-oficiais, bem como elegibilidade a todos os eleitores. … Mais O golpe militar de 1964 e o Brasil: passado e presente

Concentração de capital nos agrotóxicos visa submeter governos e consumidores

A Syngenta é a maior vendedora de venenos do mundo. Cerca de 60% de sua receita vêm dos negócios na América Latina e Europa. 75% de sua receita em 2014, de US$ 15 bilhões, decorreu das vendas de fungicidas, herbicidas e outros venenos. Já a Monsanto, que em 2014 faturou US$ 16 bilhões, gerou 65% deste resultado com vendas de sementes e do licenciamento da genética de plantas para concorrentes. … Mais Concentração de capital nos agrotóxicos visa submeter governos e consumidores